Vingadoras vencem jogo polêmico contra o Ipatinga e se mantém na liderança

Na tarde de ontem, segunda-feira (30), as vingadoras entraram em campo contra o Ipatinga/Ideal em jogo válido pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. Os gols foram marcados na metade final do segundo tempo. Milena fez duas vezes e Guedes fechou o placar de pênalti.

Foto: Atlético / Reprodução

Antes de falar sobre o que aconteceu na partida, precisamos explicar a transmissão. Segundo a assessoria do Atlético, a TV Galo transmitirá todos os jogos das vingadoras como mandante, mas “Não temos condição de transmissão fora de casa, isso é impraticável”. Sendo assim, acompanhamos o jogo pelo canal Esporte Online, que tem transmitido os jogos de mando do Ipatinga, como foi o caso de ontem.

Novamente tivemos uma série de problemas que atrapalham tanto quem está na torcida quanto quem está trabalhando – nosso caso é torcida e trabalho, rs. A narração tinha uma série de problemas. A falta de conhecimento das atletas do Galo chega a ser incômoda. O narrador confundia jogadoras que nem se assemelham. A reclamação dele sobre a dificuldade de enxergar o número na camisa alvinegra é muito pertinente. Mas ele repetia isso durante todo o jogo sem buscar soluções diferentes para identificar as atletas.

Fora isso, ele também as chamava por nomes “diferentes”, ou nomes que elas não são identificadas no futebol. Acredito que, ao receber a listagem para o jogo, com os nomes completos e por não conhecer as atletas, pegou o primeiro nome delas e pronto – menos a Joyce que virou Jô. Nessas condições Flávia Pissaia era sempre Ana!

O mínimo que um profissional deve ter é responsabilidade. Ele não precisa conhecer o time do Galo, mas ele deveria ter estudado, pesquisado e aprendido a identificar atletas (sim, algumas ficam confusas quando estamos longe mesmo para nós que acompanhamos) e como elas são chamadas. Isso é algo simples que ele descobre em minutos nas redes sociais. Nem mesmo com as pessoas interagindo pelo chat ele mudou. Chegou, inclusive, a dizer que havia lido que era Flávia e não Ana, mas que mudaria depois, na segunda etapa – e não mudou!

Para além disso, mais uma vez, não conseguimos ver toda a partida. A transmissão travou aos 23 minutos do segundo tempo, antes dos gols atleticanos. Então, já aviso, os comentários aqui serão baseados no que me foi permitido, até porque ainda não foi disponibilizado o restante do vídeo no Youtube, se é que será.

Foto: Atlético / Reprodução

Dito isso, vamos ao jogo. O primeiro tempo foi bem equilibrado entre as duas equipes. O jogo se estabeleceu a maior parte do tempo no meio de campo, com muitas divididas e muitos erros dos dois lados. A péssima situação do gramado não ajudou muito. O Atlético conseguiu chegar mais vezes, mas sem muito perigo.

O melhor lance do primeiro tempo foi um escanteio batido pela equipe do Ipatinga. O quase gol olímpico foi impedido pela Amanda, num reflexo impressionante. A arbitragem parou o lance marcando tiro de meta. Não entendi.

As vingadoras tiveram uma única jogada de perigo num chute de fora da área. Mas a goleira adversária tirou.

O segundo tempo começou sem mexidas nas equipes. A disputa no meio de campo continuou intensa, mas com o sol e calor muito fortes, as atletas começaram a mostrar cansaço. Foi aí que Hoffmann começou a mexer na equipe. Essas alterações deram resultados. Aos 25 minutos, Milena, que saiu do banco, marcou o primeiro. Não vimos o lance, mas a arbitragem anotou o gol como contra. Dez minutos depois, Milena mais uma vez. Por último, aos 46 minutos, Aline Guedes, que também começou no banco, marcou de pênalti e fechou o placar. Galo 3×0 Ipatinga/Ideal.

Não podemos deixar de registrar a reclamação pertinente da técnica e coordenadora adversária, Kethleen Azevedo. Ela postou nas redes sociais imagens dos lances de suas reclamações.

A treinadora reclamou de impedimento não marcado no lance do segundo gol. Pela imagem da transmissão realmente fica a sensação de impedimento, sem nenhuma dúvida. Porém, vendo imagens divulgadas pelo Atlético, com o ângulo mais aberto, percebemos que a zagueira do Ipatinga estava saindo, tentando deixar nossa atacante em impedimento. No momento do passe elas parecem estar na mesma linha. Pra mim, não há impedimento e, se houver, não há como sacrificar a arbitragem.

O pênalti a favor do Galo também foi um lance um tanto duvidoso, não parece ter sido faltoso. Kethleen ainda reclama do escanteio no primeiro tempo que, para a equipe do Ipatinga, a bola teria entrado. Confesso que nele não concordo, mas ainda fico sem entender a marcação do tiro de meta.

A reclamação de arbitragem do time adversário é pertinente. A FMF quer que o futebol feminino tenha responsabilidades iguais às dos profissionais masculinos, mas não dá as mesmas condições – nem perto disso. A assistente 2 (que não foi a que se envolveu em nenhum lance polêmico) e o quarto árbitro eram ambos do quadro amador da federação. Mas isso é assunto pra outro texto.

Com a vitória, as vingadoras seguem líderes da competição, mesmo não tendo entrado em campo na segunda rodada já que o jogo contra o Cruzeiro foi adiado. América e Cruzeiro se enfrentam hoje (terça), mas para ultrapassar o Galo, o coelho deve aplicar uma goleada para tirar a diferença de quatro no saldo de gols.

Imagem: site FMF

O próximo compromisso das alvinegras é na sexta-feira, contra o Ipatinga, na Vila Olímpica. O jogo é o começo do returno do Campeonato Mineiro.

O Galo jogou com:

Amanda, Lorranny (Isabella), Gil, Karol, Ilana, Bruna (Brenda), Manu (Gabizinha), Nathália (Marcella), Pissaia (Guedes), Joyce, Lorena (Milena).

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