Lutar, Lutar, Lutar

*Escrito por Marcella Aguiar

Lutar, Lutar, Lutar” foi selecionado para o Festival de Roterdã (um dos 10 mais importantes festivais de cinema do mundo), BAFICI (principal da Argentina e dos 3 mais prestigiados da América Latina), além do tradicional e conceituado Festival de Vila do Conde (Portugal). Em novembro, o filme fará a sua estreia na França no Festival des 3 Continents, de Nantes. 


Já vou logo avisando: Esse filme não é para atleticanos e atleticanas, ou melhor, não é apenas para atleticanos e atleticanas. O filme “Lutar, Lutar, Lutar” é também para quem gosta de futebol, mas também para quem gosta de história. Seria impossível falar da quase conquista de 77 com o time de Reinaldo e não falar do contexto político do momento. Como falar da criação do clube em 1908 sem falar da participação das mulheres no mundo do futebol? E de Ubaldo que adorava fazer gols no Cruzeiro, porque lá não podia jogar preto? 

Então, se você é um apaixonado por futebol, esse filme é pra você também. Rever as imagens do amistoso com a seleção em 69, as cenas de Galo x Villa Nova da década de 30 e a loucura de Kalil ao trazer o bruxo, com as imagens dos dribles desconcertantes do R49.

Agora, se você é atleticano ou atleticana, esse filme é aquele que te faz chorar, suspirar, rir e se orgulhar. Aquele orgulho de bater no peito e agradecer por ter nascido Galo. Aliás nascer com o coração alvinegro é coisa muito comum pra gente e sabe aquele ditado:  “Hoje não posso, hoje tem Galo!” Tia Terezinha explica muito bem como é: não importa o que haja, dia de Galo é sagrado.

O choro que não deu pra segurar ao assistir as imagens daquele Galo x Vasco em 2005 que decretou a queda para a segundona, mas logo em seguida o arrepio ao ver o Mineirão lotado entoando o hino, seguido das imagens de apoio incondicional durante toda a série B

E como não vibrar ao ver o quão importante foi a torcida do Galo na construção do Mineirão antigo, a explosão da massa na geral do antigo Mineirão com muitos fogos na arquibancada e o campo cheio de crianças?  Aahhh… a história da conquista do Campeonato do Gelo. Quantas imagens incríveis e muitas inéditas (ao menos pra mim). Por falar em imagens, fiquei extremamente admirada pelo vasto material apresentado ao narrar a história do clube. Uma coisa eu garanto: emoção o filme todo! E se tem outra coisa que a gente sabe fazer, é viver com emoção!

Devo dizer que senti falta de ouvir sobre o futebol feminino do Galo, que foi muito importante e marcante na história do clube.

Por último, mas não menos importante, preciso exaltar a incrível narração da maravilhosa Carol Leandro que me fez arrepiar em diversos momentos. Ao falar sobre a final da Copa do Brasil de 2014 e mostrar as viradas épicas e jogos emocionantes, aqueles que só os atleticanos acreditam, ela diz o seguinte:

A gente queria a vitória épica, mas o Cruzeiro estragou tudo e deixou tudo bem fácil! “

Isso me tirou uma gargalhada gostosa, ainda mais tendo uma imagem do Fábio cabisbaixo enquanto mostrava a torcida do Galo como visitante e minoria, mas com gritos ensurdecedores. Carol, você foi a voz da massa nesse filme!

A emocionante história do futebol, utopias, pioneirismos, injustiças, resistência e redenção, a história do time do povo e dono de Minas Gerais.

Hoje, 11 de novembro, “Lutar, Lutar, Lutar – O Filme do Galo” estreia nacionalmente em 20 salas de Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e interior de Minas. Vamos lotar os cinemas e mostrar a força da massa. Aqui é Galo!!!

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